quarta-feira, 8 de agosto de 2007

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hoje é mesmo para descargo de consciência.eu tenho vindo a observar os comportamentos de todas as pessoas que me rodeiam.como estou num ponto da minha vida em que não consigo pensar racionalmente, decidi tentar fazer-me compreender que a minha vida não é das piores. posso dizer que já vi de tudo. desde problemas em casamentos, a problemas de dinheiro e até (como não podia deixar de ser) problemas em namoros. depois disto tudo a única coisa que percebi foi que não pode existir uma razão lógica para tudo acontecer. e tudo o que nós fazemos só pode ser feito através de escolhas nossas, e não de um destino supostamente pre-destinado. cada dia que vivemos temos de fazer mil e uma escolhas. e algumas delas fazemos de tal maneira inconscientemente que nem nos lembramos que aquilo poderá mais tarde a vir a ter um efeito contrário aquele que pretendíamos. é tal e qual como a teoria do caos. o bater de asas de uma borboleta num lado do mundo pode fazer com que exista um ciclone na outra parte. ou seja, até a mais pequena e inútil das decisões pode ter resultados catastróficos. também pude ver que as pessoas mudam muito depressa, dependendo dos contextos, do ambiente, das outras pessoas e até da estação ou mês do ano em que estamos... conheço no minímo 5 pessoas que acabam relacionamentos no principio do verão para depois os reatarem no final.. e atenção umas quantas delas eu sei que não o fazem por mal. isso não quer dizer que não gostemos da pessoa, mas simplesmente que chega uma altura do ano em que precisamos de gozar um pouco de liberdade pessoal e sentimental. isso também nos leva a outro ponto que eu acho muito interessante que é a liberdade pessoal. a minha mãe sempre me disse que a nossa liberdade acaba onde a do outro começa (acho que ela tirou isto de algum lado..). ora bem eu acho que isso depende muito das pessoas, eu dei por mim a pensar que estava a dar muita liberdade à outra pessoa. no final não consegui perceber se dei de mais ou a menos. o que é certo é que isso interferiu na nossa relação. mas do outro lado também tenho conhecimento de relações em que até têm férias separados e tudo corre bem. é impossível determinar a natureza de uma relação, ou até mesmo de poder dar conselhos sobre ela. porque cada pessoa é diferente, cada momento interfere, cada atitude e humor, cada sentimento e estado de espiríto podem dar azo a mil e uma reacções. o melhor seria agirmos como a cabeça nos manda, mas até ela ás vezes se engana. e nós nunca poderemos adivinhar o pensamento ou reacção de outra pessoa. em relação a amigos, dou por mim neste momento a parar com pessoal que eu nunca pensei. não me queixo, pelo contrário. agradeço todo o apoio que me deram. mas ás vezes sinto-me completamente deslocada. e sinto que não pertenço ali. e atenção são todos pessoas 5estrelas. ás vezes sinto saudades de outras alturas, outros amigos. é engraçado como os amigos vão mudando conforme o estado das nossas vidas. às vezes mudamos para melhor, outras vezes não. mas é raro ficarmos com os mesmos amigos durante uma vida inteira. a parte boa é que acabas sempre por conhecer novas coisas. nem que seja como se muda um óleo a um carro ou ficares a conhecer tudo o que são festivais de verão. cad um desses amigos que aparecem e desaparecem dão o seu contributo à nossa existência. ultimamente também tenho começado a pensar que a vida é demasiado curta para ser desperdiçada com pessoas que não valem a pena. mas nós como belos exemplares de seres humanos que somos, gostamos de parar nas coisas que nos fazem mal em vez de aproveitar o resto da nossa vida. a minha mãe passa a vida a dizer que eu devo ter medo que a minha vida acabe amanhã. e que quero viver tudo de uma vez. eu disse-lhe que sim. que tenho medo. porque amanhã posso não acordar. e quero aproveitar tudo aquilo a que tenho direito. porque se morrer, e eventualmente me aperceber, posso pensar que pelo menos vivi como deve ser. mas existem sempre coisas que nos travam a felicidade. eu sempre me gabei que era uma pessoa que quando era para esquecer alguma coisa eu esquecia. assim dum momento para o outro, sem pensar muito. neste momento não consigo fazer isso, e está a deixar-me maluca. porque será que desta vez não consigo fazer o mesmo. não me reconheço e penso como é possível eu mudar tanto. transformei-me numa pessoa que não conheço e que não gosto. e o mais parvo é que me está a custar mudar. com isto também eu vi pessoas a transformarem-se à minha frente. e ninguém se dá conta antes que seja demasiado tarde. e depois não conseguem mudar. não digo que todos mudaram para mal. porque isso também não é assim. mas a maior parte destas grandes transformações são tão rápidas que só dão em coisas más. é dificil uma transformação que não seja calma e ponderada dar numa coisa boa. existem sempre perigos.
no final de toda esta confusão posso dizer que neste momento não encontro nada de bom nesta vida. mas infelizmente só tenho esta hipótese e tenho de a aproveitar...

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